Política
Crise na educação: Escolas têm aulas suspensas e problemas estruturais no Amazonas
Unidades em Maués enfrentam problemas elétricos e suspensão das aulas presenciais; em Manaus, Defensoria encontrou falhas de infraestrutura e climatização
Amazonas – A situação da educação pública voltou a chamar atenção no Amazonas após relatos de problemas estruturais em escolas estaduais de Maués e uma fiscalização da Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) identificar dificuldades em unidades de Manaus.
Em Maués, pelo menos duas escolas estaduais estão com as atividades presenciais suspensas desde a última semana, segundo relatos de pais e estudantes. Entre as unidades citadas estão a Escola Estadual São Pedro, que possui cerca de mil alunos, e a Escola Estadual Professora Maria das Graças Nogueira.
Na São Pedro, as aulas presenciais foram interrompidas em 23 de setembro devido a problemas relacionados à estrutura elétrica. Os estudantes passaram a acompanhar as atividades de forma remota, medida que preocupa famílias, principalmente aquelas que vivem em comunidades rurais e ribeirinhas com dificuldades de acesso à internet.
Defensoria encontra problemas em escolas de Manaus
Na capital, uma fiscalização realizada pela Defensoria Pública do Amazonas, por meio do Grupo de Trabalho Intersetorial de Defesa da Educação e Cidadania (Gidec), encontrou problemas de infraestrutura, climatização e rede elétrica nas escolas estaduais Maria de Lourdes Rodrigues Arruda e Hermenegildo de Campos.
Na Maria de Lourdes Rodrigues Arruda, que possui aproximadamente 480 alunos, foram relatadas dificuldades relacionadas à adaptação ao ensino em tempo integral, falta de espaço para descanso, problemas na quadra esportiva e necessidade de reformas em banheiros e vestiários.
A fiscalização também identificou mais de 15 estudantes neurodivergentes acompanhados por apenas duas professoras auxiliares, além de aparelhos de ar-condicionado quebrados.
Na Escola Estadual Hermenegildo de Campos, problemas na rede elétrica levaram à realização de uma reforma geral. Segundo a Defensoria, os estudantes estavam afastados das atividades presenciais havia quase 30 dias, com previsão de transferência temporária para a Escola Estadual Professor Antenor Sarmento.
A Defensoria informou que o Gidec ainda está em fase de levantamento e pretende acompanhar a aplicação dos recursos destinados à educação e outras questões da rede estadual.
Os problemas ocorrem durante a gestão de Roberto Cidade (União Brasil), que assumiu o Governo do Amazonas em maio de 2026 e disputa a reeleição.


