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Amazonas

Vazante avança no Amazonas e píer flutuante é mobilizado para evitar crise no abastecimento em Manaus

Estrutura de 277,5 metros será instalada em Itacoatiara para garantir a descarga de cargas e reduzir os impactos da baixa dos rios

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Amazonas – O avanço do período de vazante nos rios do Amazonas já provoca movimentações para evitar novos problemas no abastecimento e na logística do Estado. Nesta quinta-feira (17), o Grupo Chibatão enviou para Itacoatiara, a 176 quilômetros de Manaus, a estrutura de um píer provisório flutuante.

A plataforma possui 277,5 metros de extensão e deverá permitir que navios de grande porte realizem operações no município antes que a redução dos níveis dos rios dificulte a navegação até Manaus. Cerca de 110 trabalhadores devem atuar na operação.

Rio Negro já passa dos 21 metros

A estratégia busca preservar o fluxo de insumos destinados principalmente ao Polo Industrial de Manaus e de mercadorias para o comércio amazonense durante o período de águas baixas.

Segundo dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB), divulgados no 36º Boletim de Alerta Hidrológico da Bacia do Amazonas, a vazante avança dentro do comportamento esperado para esta época do ano em grande parte da bacia, mas exige monitoramento.

Em Manaus, o Rio Negro marcou 21,44 metros nesta quinta-feira (17), mantendo uma trajetória de queda na régua do Porto de Manaus.

No Solimões, Tabatinga registrou 3,26 metros após uma redução de 26 centímetros em sete dias. Em Manacapuru, o rio baixou 99 centímetros e chegou a 13,80 metros.

Também houve recuo nos rios Purus e Madeira. Em Beruri, o Purus chegou a 14,65 metros após queda de 1,10 metro. Já em Humaitá, o Madeira marcou 11,38 metros, com redução de 96 centímetros na última semana.

No Amazonas, Careiro registrou 10,80 metros e Itacoatiara chegou a 9,06 metros.

Medidas para evitar repetição da crise de 2024

A preocupação aumenta diante do histórico recente. Em 2024, o Rio Negro atingiu 12,11 metros, a menor marca registrada em mais de 120 anos de medições, provocando impactos na navegação, no abastecimento e na rotina de comunidades ribeirinhas.

A movimentação logística ocorre ainda em meio a novas regras da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para a cobrança da chamada “taxa de seca”. Armadores e empresas de transporte precisam apresentar justificativas e comprovações técnicas para eventuais custos adicionais, com antecedência mínima de 30 dias.

A Antaq poderá analisar a documentação apresentada e homologar, estabelecer ressalvas ou não autorizar a cobrança.