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Você se lembra dele? Homem que socava o próprio rosto virou lenda nas ruas do Centro de Manaus
Conhecido por antigos moradores como Ivan, homem em situação de rua marcou a memória de Manaus por comportamentos incomuns e teve sua história registrada em livro.
Manaus – Quem circulava pelo Centro de Manaus entre as décadas de 1990 e 2000 provavelmente se lembra de um personagem que fazia parte da paisagem urbana da época. Conhecido por muitos apenas como Ivan, ele costumava permanecer sentado em um banco da Praça do Congresso, observando por longos períodos a movimentada Avenida Eduardo Ribeiro.
Com o passar dos anos, diferentes versões surgiram sobre sua identidade e sua trajetória. Publicações antigas chegaram a identificá-lo como Ivan Macedo ou Ivan Monteiro, enquanto relatos de moradores antigos o chamavam de Antônio Gusmão. Uma publicação mais recente passou a identificá-lo como Ivan Brito de Macedo.
Também existem relatos de que Ivan teria sido professor de Física, falava outros idiomas e possuía conhecimentos em História e Matemática. Essas informações, porém, fazem parte das memórias e relatos reunidos ao longo dos anos e não aparecem, no material apresentado, acompanhadas de documentação pública que permita confirmá-las.
O comportamento que ficou marcado na memória
O que mais chamou atenção de quem convivia com Ivan era seu comportamento incomum. Segundo relatos preservados por antigos moradores e pesquisadores da memória de Manaus, ele costumava bater repetidamente no próprio rosto.
Também há relatos de que, na esquina das ruas Simão Bolívar e Ferreira Pena, realizava outro ritual: afastava-se de costas e corria até atingir um muro, repetindo o movimento.
As histórias sobre o homem acabaram atravessando gerações e se transformaram em parte da memória popular do Centro de Manaus.
História virou livro
Em 2020, o escritor Jackson da Mata publicou “O Caderno de Ivan – o mendigo que socava o rosto”, obra de 210 páginas lançada pela Porto de Lenha Editora. O livro recupera a figura de Ivan por meio de cartas, memórias e observações sobre a vida urbana.
Segundo os relatos reunidos nas publicações, Ivan teria morrido aos 46 anos após sofrer um infarto fulminante na Avenida Getúlio Vargas. A data e a causa exatas da morte, entretanto, não foram confirmadas por registro público no material apresentado.
A história permanece como uma das lembranças curiosas e pouco conhecidas da antiga paisagem do Centro de Manaus.
