Política
Bolsa Família sobe para R$691 a 17 dias antes da eleição, oposição questiona e Renan Santos aciona TSE; VEJA VÍDEO
Reajuste de 15,04% começa a ser pago em outubro; governo diz que correção recompõe inflação, enquanto adversários questionam o momento da medida
Brasil – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de 15,04% nos valores do Bolsa Família. Com a mudança, o benefício mínimo por família passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio deverá chegar a R$ 777. Os novos pagamentos começam em outubro, a poucos dias do primeiro turno das eleições de 2026.
A medida provocou reação imediata entre adversários políticos. O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) anunciou que pretende recorrer à Justiça Eleitoral para questionar o reajuste e classificou a iniciativa como “compra de voto”. A declaração representa a posição do candidato e não uma conclusão da Justiça Eleitoral sobre a legalidade da medida.
Governo afirma que reajuste repõe inflação
Segundo o governo, a correção corresponde à inflação acumulada pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026. O Executivo sustenta que não houve criação de um novo benefício, mas atualização dos valores para preservar o poder de compra das famílias atendidas pelo programa.
O reajuste terá impacto estimado em R$ 5,8 bilhões ainda em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027, segundo informações divulgadas pela equipe econômica.
Os pagamentos atualizados estão previstos para começar em 19 de outubro, seguindo o calendário do programa e o final do Número de Identificação Social (NIS).
Agora, a discussão deverá ser analisada pela Justiça Eleitoral caso o questionamento anunciado por Renan Santos seja formalizado. O TSE será responsável por avaliar eventuais questões jurídicas relacionadas à medida.
