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Polícia

Saiba quem é o policial apontado como um dos maiores agiotas em Manaus após operação do GAECO

Policial militar foi preso antes da fase principal da Operação Usura e é investigado por participação em grupo acusado de cobrar juros de até 70% ao mês de servidores públicos.

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Manaus – O policial militar Marcio Roberto Ribeiro Coutinho, conhecido como “Cara de Sapato”, é apontado pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) como um dos principais integrantes da organização criminosa investigada na Operação Usura, deflagrada nesta segunda-feira (27), em Manaus.

Coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Civil, a operação apura um esquema de agiotagem, extorsão e organização criminosa que teria como principais vítimas servidores públicos, especialmente do Poder Judiciário.

Prisão ocorreu antes da fase principal da operação

Segundo o MPAM, Marcio Roberto Ribeiro Coutinho foi preso preventivamente na última quarta-feira (23), durante uma etapa preliminar das investigações, antes do cumprimento dos mandados da fase principal da Operação Usura.

As investigações tiveram início há cerca de quatro meses, após a denúncia de uma servidora do Poder Judiciário que relatou a atuação do grupo.

De acordo com o Gaeco, os investigados ofereciam empréstimos de até R$ 200 mil, cobrando juros entre 30% e 70% ao mês. Para garantir o pagamento das dívidas, a organização utilizava ameaças, intimidação psicológica e outros métodos de coação.

Advogados também são investigados

Ao todo, 24 pessoas físicas e jurídicas são alvo da investigação. Entre os investigados estão três advogados, cujos escritórios foram alvo de mandados de busca e apreensão por suposta ligação com a organização criminosa.

Nesta fase da operação, a Justiça expediu dois mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão, cumpridos nos bairros Japiim, Ponta Negra, Centro, Adrianópolis e Flores, em Manaus.

Um dos investigados continua foragido. Durante as diligências, outras duas pessoas foram presas em flagrante, sendo uma delas pelo crime de desacato.

R$ 160 mil, joias e veículos foram apreendidos

As equipes apreenderam aproximadamente R$ 160 mil em dinheiro, além de dois veículos, joias, documentos e aparelhos celulares. Também foi determinado o bloqueio das contas bancárias dos investigados.

Segundo o coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Leonardo Tupinambá, as investigações seguem sob sigilo para identificar novas vítimas, dimensionar os prejuízos causados pelo esquema e apurar a participação de outros envolvidos.