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Manaus sufocada! Fumaça atinge pior nível de 2026 após calor 38,6°C
Capital amanheceu coberta por fumaça nesta quarta-feira (23), com oito das 12 estações de monitoramento registrando qualidade do ar classificada como “péssima”.
Manaus – O calor extremo deu lugar a um cenário sufocante em Manaus nesta quarta-feira (23). Apenas um dia após a capital registrar a maior temperatura do ano, a cidade amanheceu encoberta por uma forte camada de fumaça, com índices preocupantes de poluição atmosférica em diversas regiões.
O monitoramento do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA), desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontou que oito das 12 estações da cidade registraram qualidade do ar classificada como “péssima”.
O pior índice foi registrado na Zona Sul. Na região do Distrito Industrial e Morro da Liberdade, a concentração de partículas finas chegou a 437,4 µg/m³ de MP2.5.
Outros pontos também apresentaram níveis elevados: Chapada/Parque Dez chegou a 259,8 µg/m³; Aeroporto, 228,9; Compensa, 219,9; Aparecida/Centro, 184; Cachoeirinha/Educandos, 173; e Coroado, 153,2 µg/m³.
Fumaça aparece após recorde de calor
O episódio ocorre menos de 24 horas depois de Manaus registrar 38,6°C, maior temperatura de 2026 até então. No Aeroporto, os termômetros chegaram a superar os 39°C.
Além do calor intenso, o período de estiagem e o avanço das queimadas no interior do Amazonas contribuem para a piora da qualidade do ar na capital.
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam mais de 5,2 mil focos de queimadas no Amazonas em 2026, número superior ao registrado durante todo o ano de 2025.
O município de Apuí, no Sul do Amazonas, concentra parte significativa dos registros, com 944 focos. Novo Aripuanã aparece também entre os municípios com maior número de ocorrências.
Qualidade do ar atinge patamares alarmantes O monitoramento feito pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (App SELVA), desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), expôs a gravidade da situação logo nas primeiras horas do dia. Oito das 12 estações de medição da cidade amanheceram com o ar classificado como “Péssimo”, o nível mais crítico da escala do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), que define essa categoria para concentrações de partículas MP2.5 acima de 125 µg/m³. O pico de poluição foi registrado na zona sul, atingindo impressionantes 437,4 µg/m³ na região do Distrito Industrial e Morro da Liberdade, valor que supera em mais de três vezes o limite para o ar já ser considerado perigoso. Outras zonas da cidade também registraram índices que representam risco severo à saúde pública:
- Chapada / Parque Dez de Novembro: 259,8 (Péssimo)
- Região do Aeroporto: 228,9 (Péssimo)
- Compensa / Zona Oeste: 219,9 (Péssimo)
- Aparecida / Centro: 184,0 (Péssimo)
- Cachoeirinha / Educandos: 173,0 (Péssimo)
- Coroado / Zona Leste: 153,2 (Péssimo)
- Aleixo / Flores: 116,3 a 117,6 (Muito Ruim)
Raras exceções, como pontos isolados nos bairros Nossa Senhora das Graças e Praça 14, mantiveram a qualidade do ar na faixa considerada “Boa” no momento da medição.

Cuidados durante a fumaça
Com a previsão de mais um dia quente e seco, especialistas recomendam reduzir a exposição à fumaça, principalmente para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios ou cardiovasculares.
Entre os cuidados estão evitar atividades físicas ao ar livre, manter a hidratação, deixar os ambientes internos mais úmidos e utilizar máscaras do tipo PFF2 ou N95 durante a exposição externa à fumaça.
A população também deve ficar atenta a sintomas respiratórios e procurar atendimento médico caso apresente sinais de agravamento.
