Mundo
Arábia Saudita recorre à China para conter avanço dos houthis e evitar nova escalada no Oriente Médio
Reino saudita pediu ajuda a Pequim após ofensiva do grupo iemenita aumentar os riscos para o petróleo e a navegação no Mar Vermelh
Internacional – A Arábia Saudita recorreu à China em busca de ajuda diplomática para tentar conter o avanço dos houthis no Iêmen, após uma ofensiva do grupo apoiado pelo Irã aumentar a pressão sobre as rotas marítimas e as exportações de petróleo sauditas.
Segundo informações divulgadas pela Reuters nesta quinta-feira (17), citando três fontes iranianas familiarizadas com o assunto, Riad procurou Pequim para que a China ajudasse a pressionar o Irã a usar sua influência sobre os houthis.
A movimentação ocorre em meio à rápida expansão militar dos houthis pela costa do Mar Vermelho e nas proximidades do estratégico estreito de Bab el-Mandeb, uma das principais passagens marítimas utilizadas pelo comércio internacional.
China tenta pressionar o Irã
Após o pedido saudita, autoridades chinesas teriam feito uma abordagem privada ao governo iraniano para que Teerã ajudasse a conter as ações dos houthis.
Publicamente, Pequim vem defendendo contenção, diálogo e a retomada da segurança da navegação na região. A China também manifestou preocupação com os danos causados à infraestrutura e às instalações de energia durante a escalada dos confrontos.
Apesar das movimentações diplomáticas, não há confirmação de que a Arábia Saudita tenha pedido diretamente uma trégua aos houthis. O que foi relatado é um pedido de ajuda à China para tentar reduzir a escalada por meio de pressão sobre o Irã.
A tensão aumentou ainda mais nesta quinta-feira, quando autoridades sauditas informaram que destroços de um drone houthi interceptado na região de Taif deixaram uma pessoa morta e outras duas feridas.
O avanço dos houthis e a ameaça às rotas do Mar Vermelho aumentam a preocupação internacional com o fornecimento de petróleo e a segurança do comércio marítimo em uma região já marcada por conflitos e disputas entre potências do Oriente Médio.
