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Amazonas

NOVE MESES DEPOIS DA MORTE DE BENÍCIO: família acusa profissionais de erro médico e luta por justiça

Menino de 5 anos morreu após receber adrenalina por via intravenosa; duas profissionais foram indiciadas por homicídio qualificado com dolo eventual

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Manaus – Nove meses após a morte de Benício Xavier de Freitas, de apenas 5 anos, a família continua buscando respostas e justiça para o caso que abalou os pais da criança. Segundo a família, o menino chegou caminhando a um hospital particular com suspeita de laringite, mas morreu após receber adrenalina por via intravenosa.

O caso passou a ser investigado pela polícia e, conforme as informações apresentadas pela família, o delegado responsável indiciou duas profissionais por homicídio qualificado com dolo eventual.

A mãe de Benício também acusa a médica Alexandra Procópio de ter supostamente alterado documentos para proteger a médica Juliana Brasil Santos, apontada como responsável pela prescrição da adrenalina, e a técnica de enfermagem Raiza Bentes Praia, que teria administrado a medicação.

Família questiona prontuário e busca acompanhar processo

De acordo com os pais, no prontuário de entrada da UTI já constaria a expressão “overdose medicamentosa”. A família questiona as circunstâncias do atendimento e afirma que pretende acompanhar de perto todos os desdobramentos do caso.

Os pais também protocolaram no Conselho Regional de Enfermagem (Coren) um pedido para participar do processo administrativo que poderá analisar a conduta da técnica de enfermagem. Segundo a advogada da família, a habilitação permitirá maior participação no procedimento, inclusive para acompanhar as etapas e requerer novas provas.

A família espera que o caso avance na Justiça e que as profissionais sejam levadas a júri popular. As duas, segundo os familiares, negaram responsabilidade pelas acusações apresentadas em suas defesas.

Enquanto aguardam os próximos passos do processo, os pais de Benício afirmam que continuarão buscando esclarecimentos sobre o que aconteceu com o filho e pedem forças para seguir na luta por justiça.