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Cidades

Justiça investiga suposta fraude eleitoral no Sindicargas-AM; perícia aponta indícios de assinaturas falsas

Laudo grafotécnico anexado ao processo indica possíveis irregularidades em atas de assembleias; caso pode impactar a atual gestão do sindicato.

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Manaus – A disputa pelo comando do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes de Cargas do Amazonas (Sindicargas-AM) ganhou um novo capítulo após a apresentação de um laudo pericial que aponta indícios de falsificação de assinaturas em documentos utilizados no processo eleitoral da entidade.

Segundo informações constantes na ação judicial, uma perícia grafotécnica identificou incompatibilidades entre assinaturas atribuídas a trabalhadores e os respectivos padrões gráficos, levantando suspeitas sobre a autenticidade de atas de assembleias e de aclamação que teriam servido para validar eleições da diretoria.

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As denúncias também questionam a permanência do atual presidente, Carlos Gonzaga, no comando do sindicato. Conforme os autores da ação, ele ocupa a presidência há cerca de cinco mandatos consecutivos, por meio de eleições realizadas por aclamação, modelo que, segundo os denunciantes, restringiria a participação democrática da categoria.

Ainda de acordo com o processo, trabalhadores afirmam que nunca participaram ou assinaram as atas utilizadas nas assembleias que referendaram as eleições. Há também relatos de dificuldades para formação e registro de chapas de oposição, o que, segundo os denunciantes, teria limitado a disputa pelo comando da entidade.

O laudo pericial foi anexado aos autos e será analisado pela Justiça, que decidirá se houve ou não irregularidades no processo eleitoral do sindicato. Caso acolha as conclusões apresentadas, o Judiciário poderá adotar medidas que afetem a atual diretoria, conforme os desdobramentos da ação.

Enquanto aguardam a decisão, parte dos trabalhadores defende mudanças no modelo eleitoral da entidade, com a realização de eleições diretas, voto secreto, ampla divulgação do processo e garantia da participação de chapas concorrentes.

A Rede Ponto Norte ressalta que as alegações ainda são objeto de análise judicial e não representam decisão definitiva. O espaço permanece aberto para manifestação do Sindicargas-AM e de seu presidente, Carlos Gonzaga, sobre as acusações apresentadas, em respeito ao contraditório e à ampla defesa.