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Paraense é atingido por drone da Rússia e morre na Guerra da Ucrânia

Natural de Parauapebas (PA), Eduardo Ferreira Sá Alves atuava como voluntário nas Forças Armadas da Ucrânia e morreu antes de receber atendimento médico.

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Europa – O paraense Eduardo Ferreira Sá Alves, natural de Parauapebas, no sudeste do Pará, morreu durante um combate na guerra entre Ucrânia e Rússia. O brasileiro havia se alistado voluntariamente para integrar as tropas ucranianas e atuava na Brigada A044, ligada ao 3º Batalhão das Forças Armadas da Ucrânia.

Segundo informações repassadas por familiares e pessoas próximas, Eduardo participava de uma operação de extração militar em uma área de combate quando a unidade foi surpreendida por um ataque com drones.

Durante o bombardeio, o voluntário foi atingido por estilhaços provocados pela explosão de um dos artefatos. De acordo com os relatos, ele morreu ainda no local, antes que pudesse receber atendimento médico em meio ao fogo cruzado.

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A confirmação da morte causou grande comoção em Parauapebas, onde familiares e amigos lamentaram a perda do combatente brasileiro.

Até o momento, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) não divulgou informações sobre o processo de repatriação do corpo. Também não há previsão oficial para o traslado dos restos mortais ao Brasil.

O retorno do corpo depende de uma série de procedimentos burocráticos e diplomáticos, incluindo autorizações das autoridades ucranianas, emissão de documentos e apoio logístico internacional. Como a morte ocorreu em uma área de conflito, a operação é considerada complexa e pode levar dias ou até semanas para ser concluída.

A guerra entre Rússia e Ucrânia tem contado com a participação de voluntários estrangeiros desde o início da invasão russa, em 2022. No entanto, especialistas alertam que brasileiros que decidem integrar forças militares de outros países o fazem por iniciativa própria, sem vínculo com o governo brasileiro ou garantia de assistência, seguro ou benefícios oficiais em caso de morte ou ferimentos.