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Terremotos na Venezuela: número de mortos sobe para 164 e autoridades fazem alerta dramático

Dois fortes tremores atingiram a costa norte do país; Serviço Geológico dos EUA alerta que número final de vítimas pode passar de 10 mil.

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Caracas – O cenário na Venezuela é devastador após o país ser atingido pelos maiores abalos sísmicos registrados em mais de um século. A presidente interina do país, Delcy Rodríguez, confirmou que o número de mortos subiu para pelo menos 164 pessoas, enquanto outras 971 ficaram feridas.

Os tremores ocorreram na noite de quarta-feira (24) e o governo venezuelano já admite que o balanço de vítimas deve aumentar de forma drástica nas próximas horas, à medida que os trabalhos de resgate avançam pelas estruturas colapsadas.

“Cenário de filme de terror”: Entenda a magnitude do desastre

O desastre foi desencadeado por dois terremotos consecutivos em um intervalo de menos de um minuto na costa norte venezuelana, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS):

  • Primeiro tremor: Magnitude 7,2, registrado a cerca de 160 quilômetros a oeste da capital, Caracas.

  • Segundo tremor: Magnitude 7,5, ocorrendo logo em seguida e amplificando a destruição de edifícios já fragilizados.

O impacto foi tão severo que os abalos foram sentidos em todo o território venezuelano, além de assustar moradores na vizinha Colômbia e em estados do norte do Brasil. Em Caracas, relatos de moradores pintam um quadro de desespero. “Quando descemos, a cena parecia um filme de terror”, afirmou Maria Alejandra, moradora de um edifício na capital.

(Equipes de emergência avaliam danos estruturais em áreas residenciais severamente atingidas. Fonte: CGTN / Rescues underway in Venezuela as state of emergency declared – CGTN)

Alerta do USGS: Com base em modelos preditivos que avaliam a densidade populacional e a resistência das construções locais, o órgão americano alertou que o número real de mortos pode ultrapassar a marca de 10 mil vítimas.

Aeroporto fechado, aulas suspensas e mobilização internacional

Diante da catástrofe, o governo venezuelano paralisou serviços essenciais para focar nas operações de busca e salvamento. O principal terminal aéreo do país, o Aeroporto Internacional de Maiquetía, localizado ao norte de Caracas, foi completamente fechado devido aos danos estruturais. As aulas em todo o país foram suspensas até o fim da semana.

Hospitais de Caracas operam em capacidade máxima e convocaram equipes médicas extras para lidar com o fluxo contínuo de feridos tirados dos escombros. Há relatos de socorristas que afirmam ainda ouvir gritos e pedidos de socorro sob as toneladas de concreto que cederam.

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A tragédia gerou uma rápida onda de solidariedade internacional. Delcy Rodríguez agradeceu publicamente o apoio enviado por líderes estrangeiros, citando nominalmente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que garantiu que o país está “pronto, disposto e capacitado para ajudar”. Equipes de resgate internacionais e ajuda humanitária devem desembarcar na Venezuela nas próximas horas.