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Morre aos 5 anos Elis, uma das gêmeas brasileiras que emocionaram o país com doença rara de envelhecimento precoce
Menina diagnosticada com progéria morreu em Boa Vista, Roraima. Família confirmou a morte nas redes sociais e informou que ela enfrentou uma infecção pulmonar grave.
Boa Vista (RR) – Uma notícia comovente abalou os seguidores das gêmeas brasileiras Elis e Eloá Lima Carneiro. Elis, de apenas 5 anos, morreu nesta quarta-feira (30), em Boa Vista, Roraima. As meninas ficaram conhecidas nacionalmente após serem diagnosticadas com a síndrome de Hutchinson-Gilford, também chamada de progéria, uma doença genética extremamente rara que provoca envelhecimento acelerado.
A morte foi comunicada pela família nas redes sociais. Segundo informações divulgadas posteriormente pelos familiares, Elis enfrentou uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro grave.
O irmão das meninas, Guilherme Lago, publicou uma mensagem de despedida no perfil das gêmeas, destacando a trajetória da criança e o carinho recebido ao longo dos últimos anos.
Gêmeas conquistaram milhões de seguidores
Elis e Eloá ganharam destaque na imprensa em 2023, quando a história das duas passou a ser compartilhada em reportagens e nas redes sociais.
A família mostrava momentos da rotina das meninas, incluindo o acompanhamento médico, os desafios da doença e os momentos de alegria. O perfil das gêmeas ultrapassou a marca de 1 milhão de seguidores.
O caso chamou atenção pela raridade da condição, especialmente por se tratar de duas irmãs gêmeas diagnosticadas com a mesma síndrome.
A morte de Elis representa uma perda para a família e para milhares de pessoas que acompanhavam sua história.
O que é a síndrome de Hutchinson-Gilford?
A progéria é uma condição genética rara que provoca envelhecimento acelerado. Entre as características estão alterações na pele, baixo crescimento, perda de cabelo, rigidez nas articulações e maior risco de complicações cardiovasculares.
A síndrome é geralmente causada por uma alteração no gene LMNA e, na maioria dos casos, surge espontaneamente, sem histórico familiar da doença.
Atualmente, não existe cura, mas há tratamentos que ajudam a controlar as manifestações e as complicações. O medicamento lonafarnib, por exemplo, é utilizado em determinados países e pode contribuir para aumentar a expectativa de vida dos pacientes.
Eloá segue acompanhada pela família
A irmã gêmea de Elis, Eloá, também foi diagnosticada com progéria e continua sob os cuidados da família.
A história das duas meninas mobilizou milhares de pessoas nas redes sociais, que acompanharam sua trajetória desde a infância. Após a morte de Elis, familiares e seguidores prestam homenagens à menina.
