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Política

Bomba na CMM! Justiça torna vereador Dione Carvalho réu por suposta “Rachadinha”

Denúncia do Ministério Público do Amazonas aponta suposto desvio de salários de assessores e contratação irregular de funcionários no gabinete do parlamentar

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Manaus – A Justiça do Amazonas recebeu uma denúncia do Ministério Público do Estado (MPAM) contra o vereador Dione Carvalho dos Santos, a esposa dele, Lorena Fernandes Leão, e outras pessoas investigadas por um suposto esquema de “rachadinha” e contratação de funcionários que, segundo a acusação, não exerciam efetivamente suas funções na Câmara Municipal de Manaus (CMM).

Com o recebimento da denúncia, os acusados passam a responder à ação penal. O caso envolve suspeitas dos crimes de peculato e associação criminosa, conforme descrito na acusação.

MPAM aponta suposto desvio de salários

Segundo a investigação, assessores comissionados teriam sido pressionados a devolver parte dos salários recebidos. Um dos casos citados envolve um ex-assessor que, conforme os autos, teria sido orientado a ficar com apenas R$ 300 da remuneração e repassar o restante.

A investigação reuniu, segundo o Ministério Público, mensagens, documentos bancários e outros elementos que seriam utilizados para sustentar as acusações.

O caso já havia sido alvo de investigação da Polícia Civil do Amazonas. Em 2024, Dione Carvalho foi indiciado por suspeita de peculato em uma investigação relacionada à chamada “rachadinha”. Na ocasião, o vereador negou envolvimento e classificou as acusações como ataque político.

Acusação também cita funcionários fantasmas

O MPAM também aponta supostas irregularidades na contratação de assessores. Segundo a acusação apresentada à Justiça, alguns servidores teriam sido nomeados e posteriormente exonerados sem registros que demonstrassem o cumprimento regular das atividades.

Com o avanço da ação penal, os acusados deverão apresentar suas respectivas respostas à acusação dentro do prazo determinado pela Justiça.

O recebimento da denúncia não representa condenação. O processo ainda seguirá para análise judicial, com direito à defesa e possibilidade de apresentação de provas e recursos.