Política
Treta Pesada! Maria do Carmo e Roberto Cidade partem para o ataque, batem boca e trocam acusações graves em debate
Debate pelo Governo do Amazonas foi marcado por ataques sobre contratos públicos, patrimônio familiar e episódios relacionados ao Tribunal de Justiça do Amazonas.
Manaus – O debate entre os candidatos ao Governo do Amazonas no “NC Eleições 2026” foi marcado por um intenso confronto entre Maria do Carmo Seffair (PL) e Roberto Cidade (União Brasil). Os dois trocaram acusações envolvendo contratos públicos, empresas ligadas às famílias e episódios relacionados ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
O confronto começou quando Maria do Carmo questionou Cidade sobre contratos envolvendo empresas relacionadas à sua família. A candidata afirmou que teria ocorrido um aumento expressivo nos valores recebidos por um consórcio envolvendo a empresa Logic Pro e cobrou explicações do adversário.
“Explique pro povo do Amazonas. Pro povo! Não é pra mim, é pro povo”, afirmou Maria do Carmo durante o debate.
Veja vídeo (créditos: @tvnorteamazonas):
Cidade rebate e questiona passado de Maria do Carmo
Roberto Cidade respondeu direcionando as críticas para a trajetória da adversária. O candidato questionou Maria do Carmo sobre sua passagem pelo TJAM e mencionou um episódio envolvendo nepotismo.
Há registros oficiais do CNJ de que Maria do Carmo Seffair Lins de Albuquerque apresentou, no passado, um procedimento relacionado ao TJAM e ao próprio CNJ. O documento, porém, não confirma todas as acusações feitas durante o debate nem estabelece, por si só, irregularidade criminal por parte da candidata.
Cidade também questionou a origem do patrimônio da família de Maria do Carmo. A candidata respondeu que construiu seu patrimônio por meio do trabalho e afirmou que seus recursos são provenientes de sua atividade profissional.
O candidato ainda citou relações empresariais e políticas envolvendo a família da adversária e criticou a atuação dela na campanha. Maria do Carmo, por sua vez, confirmou que busca a eleição e defendeu sua estratégia política.
Contratos familiares também estão no centro da disputa
A discussão sobre empresas ligadas às famílias dos candidatos já vinha sendo explorada durante a campanha. Em entrevista recente, Roberto Cidade afirmou que determinou o encerramento de contratos entre empresas relacionadas à sua família e o Governo do Amazonas, embora tenha reconhecido que havia um vínculo contratual com a UEA que precisaria ser analisado.
Outro episódio recente envolveu uma decisão da Justiça Eleitoral que proibiu a exibição de propaganda que associava Cidade e Wilson Lima à expressão “superfaturamento”. A decisão tratou especificamente da propaganda eleitoral e não representa uma conclusão judicial sobre as acusações debatidas entre os candidatos.
O embate no “NC Eleições” colocou contratos públicos, patrimônio e relações familiares novamente no centro da disputa pelo Governo do Amazonas.
