Polícia
Professor da Ufam está entre as três vítimas de chacina no São Jorge, em Manaus
Ataque dentro de uma residência deixou três mortos e uma mulher ferida; polícia investiga crime como ação direcionada contra a família.
O professor Guilherme Pereira Lima Filho, de 66 anos, da Faculdade de Educação (Faced) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), foi uma das três pessoas assassinadas durante um ataque ocorrido nesta segunda-feira (17), no bairro São Jorge, zona Oeste de Manaus.
Também morreram Francisco das Chagas Moraes Santão, de 81 anos, e Isabella Coelho Moraes, de 29 anos. Uma quarta vítima, Dilma Cilene Lima Sampaio, de 53 anos, sobreviveu ao ataque e foi socorrida.
Polícia aponta ataque direcionado
Segundo o delegado Rodrigo Azevedo, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), as vítimas tinham laços familiares, e a investigação trabalha inicialmente com a hipótese de que o crime tenha sido planejado e direcionado contra o grupo.
Os três corpos foram encontrados dentro da casa. Dois estavam em um quarto, enquanto o terceiro foi localizado no corredor do imóvel.
A perícia constatou que as vítimas apresentavam ferimentos provocados por arma branca ou outro objeto perfurocortante. Os exames devem ajudar a determinar com precisão o instrumento utilizado no ataque.
Sobrevivente contou que criminosos invadiram a casa
Durante os primeiros levantamentos, a mulher que sobreviveu relatou à polícia que pessoas teriam invadido a residência e atacado os familiares.
A DEHS investiga a possibilidade de envolvimento de mais de um suspeito. A quantidade de participantes e a motivação do crime, no entanto, ainda não foram oficialmente esclarecidas.
Investigação tenta identificar autores
Equipes da Polícia Civil permanecem realizando diligências para reconstruir a dinâmica do ataque, ouvir testemunhas e identificar os responsáveis.
A morte do professor Guilherme Pereira Lima Filho também repercutiu na comunidade acadêmica da Ufam, onde ele atuava como docente da Faculdade de Educação.
O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
O caso segue sob investigação da DEHS, e a reconstrução do ataque depende de esclarecer como os criminosos entraram na residência e em que ordem as vítimas foram atacadas para definir a dinâmica do crime.
