Cidades
Nova greve dos ônibus pode paralisar até 70% da frota em Manaus; saiba mais informações
Presidente do Sindicato dos Rodoviários afirma que mais de 7 mil trabalhadores ainda aguardam o pagamento dos salários de julho e cobra solução imediata das empresas.
Manaus – A população de Manaus pode enfrentar mais uma paralisação no transporte coletivo. O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira, anunciou nesta terça-feira (5) que 70% da frota de ônibus poderá deixar de circular nesta quinta-feira (6) caso os salários referentes ao mês de julho não sejam pagos aos trabalhadores.
Segundo Givancir, mais de 7 mil rodoviários ainda aguardam o depósito dos vencimentos e a categoria não descarta cruzar os braços novamente caso a situação não seja regularizada.

(Presidente do Sindicato dos Rodoviários falou em coletiva de imprensa)
“Se o salário não estiver na conta dos trabalhadores até quinta-feira, 70% da frota vai parar”, afirmou o presidente do Sindicato dos Rodoviários durante coletiva de imprensa.
Categoria volta a pressionar empresas
A ameaça de uma nova paralisação acontece poucos dias após Manaus enfrentar uma greve que afetou milhares de passageiros em todas as zonas da cidade. Na ocasião, a redução da frota provocou longas filas, ônibus lotados e dificuldades para trabalhadores e estudantes.
Após decisões judiciais e negociações entre sindicato, empresas e autoridades, o serviço foi retomado. Agora, porém, a categoria afirma que o atraso no pagamento dos salários reacendeu o impasse.
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De acordo com Givancir Oliveira, a prioridade neste momento é garantir que os trabalhadores recebam os vencimentos antes que uma nova greve seja iniciada.
Até o momento, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e as empresas responsáveis pelo sistema de transporte coletivo não haviam se pronunciado sobre o anúncio feito pelo sindicato dos rodoviários.
Caso não haja acordo até quinta-feira, a capital amazonense poderá enfrentar novamente uma redução significativa na circulação de ônibus, afetando milhares de usuários do transporte público.
